quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ninguém

você jamais foi capaz de criar o caos. ele apenas emerge eventualmente no desespero do erro.

novamente. repetidamente. sou forte digo, por mais um instante. 

uma distancia que jamais foi rompida, um estrangeiro que jamais foi compreendido além do medo.

estrangeiro no próprio roteiro e no "spin off" que você escreveu.

eu não gosto de ficar sozinho, deve ser por isso que contiuo só.

vocês me ensinaram sobre a dor, sobre carregar o próprio fardo de existir.

e por não saber como existir criei um grande espaço na memória.

em declínio cognitivo, em delírio individual, assim vou me perdendo.

não é culpa de ninguém.