quinta-feira, 31 de março de 2011

Deus, me deixa aqui sentado nesse banco azul, vendo o metrô passar, um após o outro.
Me deixe fora de tudo
só te peço deus
me deixa quieto, eu tomo minha paradinha
e você não me enche o saco me priva dessa bosta
e eu continuo bem louco
estação após estação

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eu sonhei que tava em casa. e eu sei disso pelo vento serrano que entrava pelas janelas largas fazendo dançar as cortinas.
No meu telefone havia uma mensagem na caixa postal.
Bom, eu não entendi direito o que dizia, sei que era a tua voz e que você havia tentando falar comigo, mas não conseguiu.
Saí correndo descalço em direção ao lugar mais alto.
Acho que é lá onde tenho tentado chegar.

domingo, 5 de setembro de 2010

A cinza já não pode ser queimada.
Cai no chão, repete-se a cena... não há nada atrás do quadro, nem palavra sã a expressar.
Houve amigos instantâneos, tinta vermelha ou algo em comum.
Não. Na verdade não, ninguém ta entendendo nada, nesse emaranhado de mentes e você pensa que é eu, ouve aquilo que fala em outra voz. Deveras repete as Mesmas palavras até trocando-as de lugar...
Com licença, isto não esteve certo.
- Sim, de certo foi tua, a autoria. Mas naquele dia que tua boca lia, na medida em que minha mão escrevia ... no papel a tinta borrava a maldita frase do teu maldito escrito.
Brinquei, mas ela não riu.
Proferiu nada mais que o silêncio.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não sei.
Acorda!
Má idéia essa que a gente teve; inconciente por álib ligeiro, pro dia da ressaca.
E ninguém sabe de nada, sabe-se daqueles que a si mesmos se enlouquecem e de sua eloqüência de nada saber.

domingo, 12 de julho de 2009

Depois do meio dia o céu tinha aquele azul cansado e triste, por essas horas pude comprar uns cigarros vagabundos na mercearia da rua.
Sentir é uma coisa que me antecipa a consequência antes e sem consciência da causa, como tudo fosse de acontecer, inscrito na rocha súbita.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A ilusão do controle

Se tudo no intuito foi um simples gesto de desentendimento pessoal
pensa que entende, tende a desentender-se
se inveretesse
vertesse do interesse um assunto inerte
relativo...

não pode
repelindo ou aduzindo o objeto
escorre do teto a lâmpada instante, nesse que decorre da constante:
sentimento atonal.
planando os planos na passarela, me fez correr no sonho
saber tudo de dias azuis em branco.
ornando o encanto de canto
A espera expandindo o sono

desespero de ter em mãos
equalizou ópio em doses consequêntes
ilusão do controle

domingo, 8 de março de 2009

Andejo que resta cidade pra andar de ruas.
Procurando um fósforo que acenda o tempo e queime o tempo.
Nessa hora sobrepondo o zunido, melodias heterogêneas de pronúncia pueril, cigarras compassando encarecidamente a cadência da música-menor.
Lento e pesado mal que aflige minha sorte.
Avenidas que cortam a minha sede, indiferem ao menos, como de praxe, deixando aos pés o caminho da volta por nada ter encontrado de remédio.