quarta-feira, 28 de novembro de 2012

volto ao deserto o sol brando
é só a realidade
do pó ao  pó
o mar apenas agita as ideias
onde escorpiões
são atalaias de Poseidon
o tom
frequência
tudo dissipa
oscila
cresce pra morrer
morre e depois ressurge
grandezas indefinidas
de uma existência pedante
humana e tola
tão trabalhada a toa
alicerces pontuais
cais
é não pensar

domingo, 14 de outubro de 2012

dimdim e suas bolinhas mágicas

anestesia emenda um sonho emana um som - maldição naqueles trapos era mulher mais bela minara de uma rocha tenta salvar-me grintando que sou um sociopata dimdim de-me um pouco disso em sua caixa metálica que prometo não ser mais assim

sábado, 15 de setembro de 2012

Por indelicadeza ou falta de sorte sei lá. melhor queimar as cartas ocultar qualquer manifestação e não tentar dançar. só preciso dum envelope com meio centímetro de papel dentro.

domingo, 1 de julho de 2012

Vi

O homem acocorado, com a mão no queixo olhava a lavoura. Como pode o feijão dormir numa noite de garoa pra depois rachar o solo seco como um milagre de imensidão verde? São quadros de feijões enfileirados, que crescem na terra arenosa, nutrindo-se a estrume de gado. A fava no milho se enrosca, nunca perde uma aurora. No Quilometro 77 Deus vai te perdoar. Você vai dormir, despertar com o luar quando a maresia arder. Olhar pro céu e ver, Júpiter, Mercúrio, Urano...

domingo, 13 de maio de 2012

entre as folhas que se espalham com um sopro do vento desatento procurando o chão que brota de um passo no vazio determinado ao próximo e fidedigno passo no encalço da dúvida peregrina voltando por cansaço indo por ir rindo por rir

domingo, 26 de junho de 2011

Querida, hoje eu só queria ouvir tua voz numa frase falha - em meio as gotas indecisas de jazz - conduzindo nossa dança até o quarto
Diria rijo de sóbrio
só num brilho de vodka - ademais não precisasse por nossos próprios corpos falando
sua roupa na mesa - todas as luzes acesas - um copo largado
porque amei seu corpo
por um golpe de sorte


em certa manhã de neblina
acordei sozinho
num recinto vazio
sonhando o mormaço

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Você podia vir de trem até Santo André.
O SAMU tem estado poraqui constantemente.
As pessoas aqui se jogam do quinto andar, tomam chumbinho , ou simplesmente passam da conta.
Ontem mataram o cobrador do 125 por engano.
Eu ando rápido de uma quebrada à outra, pra quando tu chegar, ter vinho do porto e um disco novo. porque estamos vivos baby e o mundo inteiro pirou.